Interessante infográfico sobre o Moderno Bibliotecário nos Estados Unidos, onde a realidade social e estrutural da profissão é diferente, mas vale a pena dar uma conferida. Lá, a maioria dos nossos colegas de profissão da América do Norte trabalham em instituições educacionais e em forma integral. Como hobby o bibliotecário dos EUA tem a leitura recreativa em primeiro plano, seguido de música, culinária e filmes. A maioria está na faixa de 25 a 54 anos. Outros dados muito interessantes podem ser visto neste infográfico de master-degree-online.com.
E nós, bibliotecários brasileiros: somos semelhantes ou muito diferentes que nossos colegas americanos?



Será que esse estudo aplicado ao mercado brasileiro teriam resultados parecidos?
Acho que provavelmente não… são vários os fatores que podem gerar diferença. Primeiro a própria forma como é feita a formação de um bibliotecário lá e cá e também a relação biblioteca x investimentos, um maior engajamento da sociedade americana em aspetos tecnológicos, entre outros fatores..
Sou estudante de Biblioteconomia, e pelo pouco que vejo, os bibliotecários americanos devem ter um formação bem mais tecnológica.
A tecnologia nem é o grande ponto da formação deles, mas o fato de serem especializados em outra área… No último CBBD houve uma apresentação que demonstrou que em um sistema de bibliotecas poderia até mesmo catalogar o bibliotecário por especialidade. Isto é inviável no Brasil? Não, mas não dá para deixar de comentar que lá eles seriam especialistas em algo e aqui teríamos um profissional buscando ser especialista… Claro, isto tudo de forma genérica e ampla…
Até comentamos em uma aula na Faculdade, que é complicado formar um Bibliotecário especialista durante a graduação, pois podemos “cair” em qualquer tipo de Biblioteca. Por exemplo, vale fazer cadeiras eletivas, como as de Biblioteca Escolar, Biblioteca Pública, Biblioteca Especializada ou outras até mais específicas, como Instituições de Direito (eu faço essa), Informação e Saúde e por aí vai. Eu pretendo me especializar na área de Informática depois de graduada, até porque dentro do curso são poucas as cadeiras.
não necessariamente… Até ocorre o erro de se dizer que o bibliotecário nos EUA advém de uma graduação e se torna bibliotecário em uma pós graduação… Está errado? Não, mas esta colocação também não está correta. Os Cursos credenciados pela ALA são sempre em nível de Pós-graduação e muitos bibliotecário são formados por meio deste modelo… uma graduação > Bibliotecário na pós graduação… Mas nos EUA também existe o modelo como o nosso, há o correspondente ao bacharelado brasileiro em centenas de escolas… Eu vejo isto como algo que influencia, pois você gera “dois tipos de bibliotecários”… Mas é claro que a tecnologia também influencia por lá, muitas escolas americanas, nos últimos anos, abandonaram muito da biblioteconomia tradicional, porém acredito que a questão da formação venha antes na formação do perfil do profissional…
Alguns quesitos como a maioria feminina é uma coincidência. Creio que a diferença se concentraria principalmente na questão sócio-econômica. Mas seria interessante cruzar o estereótipo bibliotecário atual aplicado ao mercado brasileiro e o novo paradigma apresentado, partindo do ensino na universidade.
Eu prefiro o modelo americano… você é um médico e quer ser especialista em um biblioteca? faça a pós graduação… você quer ser um bibliotecário generalista? Procure uma escola de biblioteconomia correspondente a nossa graduação… Aqui no Brasil havia inclusive o medo de muitos bibliotecários acerca da pós graduação em Ciência da Informação, acreditando-se que ela iria acabar com a graduação, etc, etc, etc, mas acabamos gerando um novo modelo onde a ciência da informação se torna “complementar a graduação de biblioteconomia” e a base para os que desejam trabalhar com informação e surgem de novas áreas…
Uma das coisas que acredito ser diferente é que no Brasil mais de 11% dos bibliotecários devem estar em instituições publicas… só um chute, posso estar errado, mas acredito que seja um dos itens diferentes…
Olha, esse papo de medo de perder o lugar para outros profissionais eu escuto até hoje nos corredores. A área de TI está se inserindo dentro da Ciência da Informação, já foram apresentados trabalhos na área de Ontologia, em que estudantes de Ciência da Computação mencionaram Ranganathan, para o desespero de alguns Professores da nossa área.
Mas este medo diminuiu muito… nos início dos anos 2000 era quase uma histeria coletiva… e ao meu ver, este medo fez até com que a biblioteconomia se perdesse um pouco, ganhando alguns aspectos que nada contribuem com a função do bibliotecário…
Fico feliz de saber que aqui pelo Facebook tem muita gente competente, que dá para trocar ideias legais e construir conhecimento. Ainda sou um projeto de bibliotecária (2º semestre), mas to vendo que vale a pena investir na carreira, apesar de ter me desmotivado algumas vezes. Valeu.
Adorei essa matéria, a imagem de como o cérebro é dividido entre as várias tarefas iuahiahiua achei muito bom!