O Bibliotecno vem resumir/relatar o que aconteceu no Bibliocamp, evento realizado no Rio de Janeiro no dia 10/12/2012, agrupando trabalhos em tópicos. Neste, intitulado Tecnologia, biblioteca, educação e paixão , serão abordados os trabalhos Mundaem – Biblioteconomia e Pesquisa, de Calil Jr e Laffayete Alvares, Objetos de aprendizagem, de Gustavo Henn e Caçadores de biblioteca no Amazonas, de Soraia Magalhães.
Inicia-se este bloco de trabalhos com Calil Jr e Laffayete Alvares, onde se falou do uso de uma comunidade da ferramenta Ning como espaço de sala de aula, de interação. No uso da ferramenta salientam os autores que os alunos não são obrigados a criarem informações, eles assumem suas funções naturalmente, só havendo mediação na parte de grupos. Textos são circulados pela plataforma, trabalhos são passados pela mesma, sendo do que uma ferramenta de tecnologia e assumindo a objetivo de ser um espaço de interação, de troca de informações e tudo de maneira informal. Laffayete disse que às vezes força um pouco os alunos que não gostam do meio tecnológico e reforça que um aluno que se tornara um bibliotecário não pode, hoje em dia, ficar alheio a tecnologia.
Ambos os professoras, da UNIRIO, observaram que os alunos ainda fazem pouca interação em suas paginas pessoais e que muitos buscam apenas textos, informações, usando a ferramenta como se fosse à própria sala de aula. Para eles é possível observar que os alunos que interagem no grupo acabam tendo melhor desenvoltura nas discussões temáticas em sala de aula e que alunos pouco participativos no meio real, com dificuldades de interação, acabam se expressando melhor na ferramenta de chat no Ning, havendo uma melhor troca de ideias em relação ao que aconteceria apenas em sala de aula.
No tempo curto que teve, devido a agenda do evento, Gustavo Henn, do Extralibris concursos, apontou que é extremamente natural o bibliotecário ser servidor publico e que para passar é necessário estudar e passar no concurso. Para ele, o blog com a temática “concurso” torna-se uma ferramenta de aprendizado, ideia que pode ser ratificada pela apresentação mencionada anteriormente. Em sua visão, a biblioteconomia tem muito mais a ver com educação do que com a Ciência da Informação.
E se estamos falando em blog, aqui estará o trabalho de Soraia Magalhães. Falou de sua primeira experiência com uma biblioteca, onde até os 13 anos não sabia que existia biblioteca em sua região e que quando descobriu teve até receio de entrar e acabou que seu primeiro emprego foi exatamente nesta biblioteca.
Soraia Magalhães viaja e visita diversas bibliotecas, fotografadas e registradas em seu blog, o cazadoresdebiblioteca.blogspot.com. Ela diz que ao visitar uma biblioteca, sempre vê a mesma sob a ótica das 5 leis da biblioteconomia. O interessante aqui, e que liga este trabalho aos anteriores deste texto é que algumas destas visitas foram feitas por motivos educacionais, além da paixão por bibliotecas e viagens. Ao dar aula de planejamento de bibliotecas, percebeu que os alunos tinham dificuldades quanto ao conteúdo, pois não conheciam as bibliotecas. Assim, visitou diversas, assim como os alunos e estes registros seguiram para o blog
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