Existem aqueles que pensam que a informação (o livro impresso apenas… no máximo um periódico) deve ser consumido, devorado, apreciado em um bom ambiente, luz ambiente baixa e uma boa boa luminária de aço inox com o foco de luz inclinado para as páginas do livro. E para completar… um bom vinho, alguns pedaços de queijo…
Mas parece que nos EUA a população não está nem ai para este modelo… o negócio é ler, ou melhor, consumir informação. Se aqui no Brasil, ao pegar um ônibus destinado a classe C é possível ver diversas telinhas de smartphones consumindo informação e outros desta classe (e até da D) nos shoppings de informática comprando seus tablets xing lings, imagine nos EUA. Um smarphone de 4 a 5 polegadas já é util para ver um filme, consumir notícias e mesmo ler um livro, mas um tablet pode ser melhor (digo pode, pois em determinadas situações um dispositivo de 5 polegas é vatajoso)
Mas os tablets são caros e os consumidores tem seus receios… A Amazon pensou nisto, barateou os custos para o usuário e… sucesso!
Segundo a coluna Link do Estado de São Paulo, em 20 de dezembro, um pouco antes do natal, a venda Kindle Fire têm crescido a uma taxa diária de 19%. É claro que há muita publicidade em cima dos números oferecidos, mas indica que quando o preço é baixo as vendas acontecem.
“Com isso, o Kindle Fire pode ser considerado um produto-líder no mercado. A Millenial observa que o seu crescimento de impressões é maior que o do primeiro iPad. Para a empresa, o Kindle é um produto desejável a um preço acessível. Ele não deve substituir o iPad, mas ser a segunda opção no setor.”
Mas o que isto significa? Apenas uma notícia puramente tecnológica? Não! O modelo de vendas do Kindle se baseia em um tablet mais barato, pois a Amazon pretende recuperar o “desconto” dado com as compras de filmes, músicas e livros que os proprietários do dispositivo farão na Amazon. Isto já demonstra uma coisa: um dispositivo destes deve ser visto como suporte e o que vale mesmo é o conteúdo.
Mas vamos além! O Kindle Fire utiliza o OS Android da Google, porém, altamente modificado. A Amazon mudou o sistema para que este tivesse o foco no consumo de conteúdo (da Amazon, é claro), algo que não fica bem claro em outros dispositivos de outras marcas. Na verdade a Amazon buscou trazer a essência do Kindle tradicional ao Fire. E mais, isto pode ser mais um capítulo de uma possível vitória do tablet em relação aos ereaders de Eink. As telas de Eink simulam muito bem o papel e isto parecia ser o que os leitores de livro mais queriam em um dispositivo… agora parecem não mais querer, como já foi tratado em outro texto do Bibliotecno.
Isto, quem sabe, poderá diminuir até a necessidade de bibliotecas emprestarem dispositivos, caso o Kindle Fire (com ajuda de outros baratos de grife) faça o preço geral reduzir. A questão é que com as Megastores/Editoras modificando os aparelhos para suas necessidades, isto é, formatos proprietários, ficará complicado para as bibliotecas entrarem no jogo.
E tem mais: Com a Amazon permitindo o “aluguel” de livros as bibliotecas ganham um concorrente (pago, mas um concorrente). E outra coisa, com a dimensão de distribuição que o livro eletrônico permite e com o fato deste não se desgastar como o impresso, já tem editoras olhando de “cara feia” para as bibliotecas.
É claro que isto é nos EUA. Aqui um tablet continua dos R$ 899,00 para cima, ou seja, proibitivo, e as bibliotecas reinam com o impresso. Mas é bom ver como as coisas ocorrem na terra do tio Sam e saber que um dia algo respingará por aqui… É bom pensarmos nos serviços das bibliotecas e como atendemos nossos usuários.



Kindle Fire ataca no mercado e se torna queridinho no consumo de informação http://t.co/ODAfzdRs via @SeuTwitter
Ler em tablets é terrível! as pessoas esquecem, mas a tela desses dispositivos é, grosso modo, igual a tela do computador: emite (muita!) luz! e isso cansa!
Ler no kindle (tradicional), em contrapartida, é como ler em papel… o único porém é que este dispositivo é monocromático e arcaico…
Solução? até o momento, o “meio termo” entre “conforto na leitura” e “páginas coloridas” parece ser a tecnologia que a mirasol displays desenvolve…
Aliás, por que você não bloga sobre isto?
Fica anotada a sugestão. Mas deve demorar, pois ando atolado e por isto acho que janeiro foi o mês em que o site teve o menor número de publicações, mas como uma das ideias do site é mostrar todas as tecnologias possíveis, está anotado. Caso queira escrever sobre pode se sentir em casa que eu publico também. O site tinha um canal para quem quisesse publicar algo, nas este foi desativado, porém, nada impede que isto aconteça. Obrigado pela visita e volte sempre.
Kindle Fire ataca no mercado e se torna queridinho no consumo de informação http://t.co/Hjfewd1r via @bibliotecno