Dica de Tiago Murakami do Bibliotecários sem Fronteiras, um texto que mostra a preocupação das bibliotecas se adequarem ao cenário atual – e bem real – dos ebooks. O documento do qual o texto fala pode ser acessado aqui e a notícia original aqui.
Extrato da notícia…
Com base em conversas com os editores e deliberações sobre o mercado ebook, o ALA lançou hoje “Modelos de Negócios Ebook para Bibliotecas Públicas”, relatório que descreve as características gerais e os atributos do ambiente atual do ebook e restrições de modelos de negócios atuais. O relatório sugere oportunidades para as editoras mostrarem conteúdo por meio de bibliotecas públicas.
“Os Ebooks estão se expandindo e evoluindo rapidamente, e as formas de disponibilização dos ebooks para bibliotecas apresentam grande variação e mudança freqüente”. Este relatório descreve como bibliotecas devem procurar agir em suas relações com os editores de livros eletrônicos e distribuidores, assim como condições de bibliotecas devem evitar. “
Recomenda três atributos básicos que devem ser encontrados em qualquer modelo de negócio para ebooks:
- Inclusão de todos os títulos: Todos os títulos ebook disponíveis para venda ao público também deve estar disponível para bibliotecas.
- Direitos permanentes: As bibliotecas devem ter a opção de possuir os ebooks que compram, incluindo o direito de transferi-los para outra plataforma de entrega e de continuar a emprestar-los indefinidamente.
- Integração: bibliotecas precisam ter acesso a metadados e ferramentas de gerenciamento fornecidos pelos editores para melhorar a descoberta de ebooks.
“As escolhas que as bibliotecas fazem hoje podem afetar profundamente as direções futuras, e por isso é bibliotecas devem estar informadas das suas opções e negociar de forma agressiva para os termos mais favoráveis e flexíveis possíveis.



E. Infelizmente temos que entrar no mercado e ao mesmo tempo manter o coro limpo…. Como? Deixa eu ler o artigo pra ver o q a ALA diz….
É, acho difícil manter um distanciamento. As bibliotecas precisam dos ebooks e seu ecossistema por completo, além da liberdade de te-lo para sempre, de poderem oferecer ao usuário, enquanto que o mercado precisa vender e entrar no digital sem passar pela crise que vive o mercado da música, onde após tanto insistirem no CD acabaram estimulando a pirataria.
Mas é claro que todo cuidado deve ser tomado, pois um outro mercado vem passando pela transição do analógico para o digital, o do audio-visual e neste as locadoras físicas sofreram, estão fechando as portas ao redor do mundo ao mesmo tempo em que surgiram locadoras virtuais como o Netflix.
No mercado do livro há o medo da pirataria, é necessário vender e as bibliotecas formam leitores. A questão é que Amazon e outros também querem atuar como “bibliotecas” liberando o acesso por uma quantia baixa e o usuário, se tiver comodidade, aceita pagar a quantia… isto aconteceu com o Netflix…
Assim, ajudar o mercado a vender e ao mesmo tempo garantir o acesso a este e a propriedade do livro pela biblioteca me parece sensato, principalmente ao brigar para ter acesso a todos os metadados, onde a biblioteca poderá melhorá-los e oferecer um acesso mais fácil, competindo assim com serviços de livros na nuvem, como o da Amazon que mencionei.
É claro que junto a isto a biblioteca deverá oferecer vantagens através de outros serviços, mas nada se fará se não tiver o livro! Assim, vejo de forma positiva este trabalho da ALA, mas, não pode parar por ai… É preciso pensar a biblioteca como um elemento neste mercado e a sua melhor forma de sobrevivência…