Há alguns tópicos atrás (Jornais brasileiros tem a pior circulação da década) este blog mostrou números que apontam para uma diminuição da circulação de alguns grandes jornais brasileiros voltados aos públicos A, B e C, mas que mesmo assim a circulação nacional cresceu devido, principalmente, ao jornais como Meia Hora e Expresso da Informação, voltados as Classes D e E, ao jornal Lance! que tem penetração em parte das classes D e E por sua temática focar-se em boa parte no futebol, sendo, relacionado a classe do publico leitor, a única exceção o jornal Valor Econômico que cresce em tempos de crise econômica. Desta forma, sem estudos aprofundados, este blog levantou a hipótese da migração do impresso para o webjornal estar relacionada com a classe ao qual o jornal se destina, principalmente acerca de 2 aspectos: a Inclusão digital, com foco no aprendizado do uso do computador, e o acesso de Internet, principalmente a banda larga, altamente restrito no país. Hipoteticamente, podemos dizer que quanto maior for a inclusão digital maior será a migração do impresso para o webjornal.
A inclusão digital no país com o acesso a internet continua muito limitado. Netbooks que teriam como filosofia inicial o valor de US$ 100,00 custam 899,00 o modelo mais simples, enquanto o acesso a Internet pela tv digital ainda não ocorre, assim como a própria tv digital. A migração do suporte em nosso país dependerá, entre outros fatores, desta evolução tecnológica, enquanto em outros países, com distribuição de banda larga mais abrangente a crise do jornal impresso cada vez é maior, conforme notícias que vem sendo divulgadas neste blog. Ações não faltam nestes países como o computador de US$ 100,00, além de outros modelos que poderão prosperar. Um deles é o Kindle DX que permite via internet 3G receber o conteúdo do jornal do dia, de certa forma o modelo ainda está muito relacionado as atualizações do jornal impresso, mas poderá ser mais uma ação em relação a distribuição e popularização dos webjornais no futuro.
Kindle DX é nova forma de ler livros e jornais
Aparelho da loja virtual Amazon tem capacidade de armazenar até 3,5 mil livros e ainda recebe jornal diário via internet
Rafael Kato
Fonte: Link
Imagine ler o jornal sem sujar as mãos e ainda ter uma imensa biblioteca em um único “livro”. Esse pode ser o futuro com o Kindle, o leitor eletrônico da loja Amazon. Empresas como o “New York Times” apostam no suporte e acreditam que ele será tão revolucionário quanto o iPod foi para a indústria fonográfica.
O caminho para o sucesso do Kindle começou no início do mês, quando a Amazon lançou uma nova versão do produto, cujo tamanho da tela é duas vezes maior do que das duas versões anteriores e possui 16 tons de cinza. O leitor eletrônico de arquivos PDF permite carregar arquivos da internet via wi-fi ou USB.
Jornais como o próprio “New York Times”, “Boston Globe” e “The Washigton Post”, fecharam parcerias para que suas versões impressas também sejam lidas no Kindle DX. O mecanismo é simples: basta ser assinante para que durante a madrugada o aparelho receba, via tecnologia 3G, os arquivos dos jornais do dia. Além de reduzir os custos de distribuição, com o Kindle é possível viajar e continuar recebendo o jornal “na porta de casa”. (No Brasil, esse serviço ainda não está disponível.)
Nos EUA, até agora, é possível assinar 37 jornais ao mesmo tempo, recebê-los no Kindle e pagar apenas US$ 10 por mês por cada publicação. As empresas de mídia não estão, por enquanto, contentes com está conta, já que 70% do lucro fica com a Amazon.
Livros
Também é possível comprar livros para o Kindle. Os preços médios são de US$9,99 e os títulos são variados. É possível encontrar desde a série “Crepúsculo”, que está entre as mais vendidas, até o dicionário Oxford da língua inglesa.
Cada Kindle DX tem a capacidade de armazenar até 3,5 mil livros. Isso é 1,2 % de todos os livros disponíveis para a compra, que são cerca de 275 mil. Segundo a Amazon, o usuário baixa o livro da loja para o aparelho em até 60 segundos.
A novidade tem um preço salgado e só está disponível para os americanos. Cada Kindle DX sai por US$489 e só chegará daqui a dois meses aos consumidores.


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